
Sempre comento em minhas aulas de cerimonial que todas as modalidades de cerimonial, seja de conduta, público, social e outros estão vinculados ao momento histórico que a sociedade e vive.
Baseada nesta premissa, sempre por força da própria atividade, presto muita atenção nos noticiários quando há depoimentos de pessoas ligadas ao governo do Brasil e do exterior.
Percebo e chamo a atenção dos alunos também ao descaso em relação às normas de cerimonial tanto públicos como de conduta.
Ora, o cerimonial visa enaltecer a ética, o relacionamento interpessoal e a hierarquia, e o que vemos nas questões de cerimonial e protocolo no Brasil é um descaso que a meu ver retrata justamente o mesmo descaso com os referidos valores acima citados.
Os valores deturpados fomentam comportamentos errados, logo, por isso que o cerimonial em um âmbito geral reflete o que vivemos na nação, no Mundo e na nossa comunidade.
Os órgãos ligados ao setor de cerimonial estão pobres, enfraquecidos, não se sabe se é por falta de apoio ou por falta de arrojo, o fato é que não se expressam, não fazem prevalecer o correto, o que está na lei.
Falar em lei diante desta conjuntura sócio moral em que se apresenta no Brasil, é irrelevante, todos estão cometendo infrações, crimes, por mais leves que sejam, e assim caminha o Brasil, na prosperidade financeira e na falência dos valores éticos e morais, consequência: o cerimonial reflete tudo isso.
Mas e os megaeventos dos próximos anos?
Eventos esportivos prezam pela ritualística de abertura e encerramento, participam as autoridades do poder executivo locais e até de outros países, fora as entidades organizadoras.
Fica a pergunta, quem vai cuidar de todos os cerimoniais destes eventos?
Será que as entidades ligadas ao setor irão se pronunciar e colaborar?
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